Esse Blog foi criado para divulgar experiências e idéias interessantes relativas à Agroecologia, agricultura urbana, alimentação e saúde no estado do RJ. Quem tiver alguma dúvida, sugestão, crítica, observação, elogio, idéia ou quiser apenas bater um papo, entre em contato com igorconde@gmail.com. Valeu!

(COPYLEFT - É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída)

V Vivência Agroecológica da Rural

No período de 19 a 21 de dezembro de 2008 foi realizada a V Vivência Agroecológica da Rural, no no Campus da UFRuralRJ, organizada pelo GAE (Grupo de Agricultura Ecológica) e pelo GETERRA (Grupo de Estudo e Trabalho em Educação e Reforma Agrária), com o apoio da Associação Erva Doce.

Esta vivência foi muito bacana, a cada ano que passa os grupos estão conseguindo se organizar melhor, o que otimiza os resultados dos encontros. Com uma presença de aproximadamente 70 pessoas, foram trabalhadas 5 áreas dos grupos: A Horta Agroecológica, entre os alojamentos femininos F2 e F3; a Área de Assalto, atrás da Horta; a ninhada, ao lado do alojamento feminino F2; o Sabiá Agrofloresta, ao lado do alojamento masculino M5; e o Laboratório Agroflorestal Rocinha, ao lado do alojamento M1.

Como resultados, tivemos uma enorme troca de experiências, com muito mais prática que teoria. Todos/as saíram da Vivência com os corpos e mentes renovados, preparados para encarar 2009 com muita agroecologia no coração (e calos nas mãos...)!

Galera trabalhando na Rocinha

Meninas ajeitando a Horta

Que bonita a nova área de SAF do Sabiá!

Pauleira na Área de Assalto

Trilha por dentro da área testemunha no Sabiá

Vejam mais fotos AQUI

Projeto galpão de bambu na Fazendinha Agroecológica

Fomos na Fazendinha Agroecológica ver como andava a construção do galpão de bambu, projeto executado pelo nosso camarada Bruno Salles do GAE, que saca tudo de bambu.

Armazenamento correto dos materiais

Tratamento das varas

No início...

Susentação dos pilares

Galera trampando

Transporte do sapê

Preparando o sapê para fazer o telhado

Meio caminho andado

Detalhe da técnica de junção das varas (barra rosqueada)

Colocando o sapê

Visão de baixo do telhado

Detalhe da fixação do sapê

Agora só falta colocar o resto do sapê


Estamos devendo a foto do galpão pronto. Em breve...

Baixe AQUI a entrevista que fizemos com Bruno Salles.

CONTATOS:
- Bruno da Mota Sales - gaiatoeco@gmail.com

- Fazendinha Agroecológica - http://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/artigos/fazendinha.html

Estacionamento agroflorestal

Pra quem não sabe, nos finais de semana geralmente eu vou pra casa de minha família, em Jacarepaguá. É um condomínio onde antigamente existiam muitos terrenos baldios, que pouco a pouco foram tornando-se casas. Um dos últimos terrenos que sobraram é utilizado pelos moradores como estacionamento. Após um pouquinho de trabalho e insistência, conseguimos transformar o terreno que antigamente era depósito de entulho em um "estacionamento agroflorestal".

Um dos mutirões que ajudaram a transformar esse terreno foi postado aqui no Blog e pode ser visto aqui , pra quem quiser relembrar e comparar...

O objetivo a curto prazo é plantar o resto do terreno.

Vista frontal do terreno

Vista lateral do terreno

Uma das compostagens onde minha família e alguns vizinhos reciclam seu lixo orgânico

Outra compostagem que existe no terreno

Bananeira crescendo junto com a estaca de Erythrina, na mesma cova

Visão de dentro da área

Aí temos: paineira, abacate, jamelão, erythrina, ficus, bananeiras, mandioca, lágrima-de nossa-senhora, feijão guando, crotalária, colônia, cana-do-brejo, espada-de-são-jorge, coqueirinho, cactos e diversas ornamentais. Tá bom ou quer mais??

IV Vivência Agroflorestal no Sítio São José

A IV Vivência Agroflorestal no Sítio São José aconteceu no sítio da Família Ferreira de Paraty-RJ, de 18 a 20 de novembro de 2007. Organizada pelos próprios agricultores, contou com a participação de 67 amig@s do Rio e de outros estados na implantação do SAF de número 12.

Caminho que leva a casa

Olha a vista...

Cachoeira

Galera reunida

Pequeno show

Tod@s na área de plantio

Carregando manivas de mandioca

Pessoal reunido na casa

Foto final com (quase) todo mundo

O Grupo de Agricultura Ecológica da UFRRJ (GAE) produziu um vídeo sobre a Vivência. Você pode assistí-lo aqui em baixo no site ou pelo Google Vídeo no link:


http://video.google.com/videoplay?docid=-4341395284435815978





Quem quiser relembrar a III Vivência (fevereiro de 2007) pode dar uma olhada nos links:

Matéria: http://ecoastral.multiply.com/reviews/item/18
Fotos: http://ecoastral.multiply.com/photos/album/105

Contatos da Família Ferreira
Email: ferreiraecologia@hotmail.com
Tel: 24 99041867
Site: http://agroflorestaferreira.blogspot.com/

Mato Grosso sem lei: a revogação da democracia

Por Fausto Oliveira (http://www.fase.org.br/_fase/pagina.php?id=1665)

Veja no You Tube o vídeo "Amazônia - Uma região de poucos", com os acontecimentos de Juína, MT.

Ou veja por aqui
video

São comuns nos rincões do Brasil, ainda e infelizmente, as violações a direitos fundamentais. O caso do Mato Grosso, contudo, está chegando a níveis mais que alarmantes. O episódio vivido por uma equipe do Greenpeace, Operação Amazônia Nativa (Opan) e dois jornalistas franceses, na semana passada, é um escândalo que ultrapassa todos os limites aceitáveis numa democracia. Presentes na cidade de Juína, noroeste do MT, para conhecer a situação do povo indígena Enauenê Nauê, os integrantes das organizações e os jornalistas foram ameaçados, intimidados, perseguidos e por fim expulsos. Ouviram de fazendeiros que se visitassem o povo Enauenê, seriam agredidos. Tudo isso na frente do prefeito, que fez coro com as ameaças, e da polícia. Um fidelíssimo retrato do Mato Grosso sem lei pode ser visto na internet, num vídeo sobre o episódio feito pelo Greenpeace publicado no site You Tube.

Tudo começou quando a equipe chegou a Juína. Antes mesmo de iniciar a visita aos indígenas, o hotel onde eles se hospedaram foi cercado por dezenas de fazendeiros enfurecidos. A equipe foi forçada a ir até a Câmara Municipal, onde fazendeiros, policiais e o prefeito Hilton Campos se reuniram para ofendê-los e ameaçá-los. Ali, o prefeito disse, como está registrado no vídeo, o seguinte: “Nós não vamos deixar vocês entrarem na área”. O ruralista Aderval Bento, presidente de uma associação de produtores rurais da região, afirmou que eles fechariam a rodovia caso a equipe insistisse em ir até a aldeia. Outro fazendeiro não identificado definiu a situação ao fazer a seguinte pergunta: “A imprensa internacional tem direito de vir aqui e levar informações sabe lá para onde sobre os nossos índios? Porque os índios são nossos!”. Em seguida, as imagens mostram o prefeito dizendo que a Opan, o Greenpeace e os jornalistas “são persona non grata na nossa comunidade”.

A sessão na Câmara Municipal de Juína terminou com o cancelamento da visita da equipe aos indígenas. A pressão estava grande demais, por isso a equipe avaliou que seria melhor recuar. De fato, o que aconteceu depois confirmou que o clima não estava para ousadia. Paulo Adário, coordenador do Greenpeace, pediu escolta policial para ir até o ponto de encontro com os indígenas e informar que a visita teria que ser cancelada. A polícia os escoltou, mas não impediu que os fazendeiros os perseguissem de carro e observassem a curta distância o constrangido encontro da equipe com os Enauenê. Depois, eles voltaram ao hotel, de onde foram impedidos de sair. Passaram a noite cercados pelos fazendeiros, que fizeram uma vigília noturna e criaram confusão no saguão do hotel. Também isto é mostrado no vídeo.

Na manhã seguinte, saíram em direção ao aeroporto. Sozinhos? Livremente? Não, com uma carreata de fazendeiros que buzinou ao longo de todo o caminho. Ao embarcar no avião, os fazendeiros foram até a beira da pista de decolagem e ofenderam o grupo com berros e palavras de ordem. Assim terminou este episódio que deixa claros alguns fatos inquestionáveis com relação ao poder do agronegócio no Brasil e no Mato Grosso, em particular: 1) no meio rural, a democracia é letra morta, pois mesmo as autoridades públicas concordam com violações de toda ordem, como a restrição à liberdade de ir e vir, de informação e expressão. 2) Vale todo tipo de coação em nome dos interesses do capital rural, com o beneplácito do poder público. 3) A própria noção de que há coisas públicas inexiste, como exemplificam os fazendeiros de Juína ao afirmar que a cidade é sua, a terra é sua, os índios são seus, a prefeitura é sua, cabendo somente a eles permitir ao restante do mundo entrar ali para qualquer finalidade que seja.

A visita que não aconteceu – A equipe da Opan, Greenpeace e jornalistas franceses tinha um único propósito: demonstrar que o território onde vivem os indígenas Enauenê Nauê está sendo desmatado pelo agronegócio. Trata-se de um povo indígena com contato com não índios relativamente recente (século 20). Parte de sua terra foi demarcada em 1996, mas ainda têm direito a outros territórios que são considerados sagrados e que compõem o ambiente onde vivem tradicionalmente. Quem vir o vídeo no You Tube também vai conhecer as ameaças feitas não às pessoas que ainda poderiam sair dali, mas aos índios, que não têm alternativa senão ficar onde sempre estiveram.

Visita à Família Ferreira de Paraty-RJ

"O sítio da Família Ferreira, nos arredores de Paraty-RJ, na Serra da Bocaina, é um exemplo perfeito de que a auto sustentabilidade é possível...em cerca de 10 anos, uma pequena família de 6 elementos, sendo 4 filhos, conseguiu criar um sistema agroflorestal com um nível de sustentabilidade muito elevado e, pouco a pouco, foi se tornando um centro de referência em agroecologia ... no sítio encontramos hortas, pomares, horto de mudas, 11 SAFs (sistemas de agroflorestas), cada um com um estilo ou técnica específicos, canteiros de ervas medicinais, produção de remédios à base de ervas e de compotas com os frutos da região, poços com tilápias ou carpas, algumas cabeças de gado leiteiro para leite, queijo e coalhada, etc."
(texto de Rodrigo Capanema, retirado de http://ecoastral.multiply.com/reviews/item/18)

Contato da família Ferreira: ferreiraecologia@hotmail.com


Ponte de cabos de aço no início da trilha


Chegamos na porteira (depois de uma hora e meia de caminhada na mata)

Entrada do sítio

Casa da família Ferreira

Casa vista de baixo

Horta perto da casa

Passarinhos na horta

Um tucano veio nos visitar

Reservatório

Doces, compotas, conservas e remédios caseiros feitos pela família

Um dos SAFs do local

Galera ajudando na colheita de feijão

Fotos gentilmente cedidas por Camila Horiye

Mutirão na Horta Agroecológica do GAE

A Horta Agroecológica é um projeto do GAE (Grupo de Agricultura Ecológica da UFRRJ) desde 2005. Já realizamos diversos mutirões, plantamos e colhemos muito ao longo desses anos. Localizada entre os alojamentos femininos F2 e F3, na horta podemos colocar na prática as técnicas e formas de manejo aprendidas nas atividades em que participamos por aí. Aprender fazendo é a parada.

Já recebemos a visita de diversos produtores rurais e urbanos, estudantes de outras universidades, professores, estudantes de colégios das proximidades e alienígenas das mais variadas raças.

O mutirão foi bem tranquilo, fizemos 2 novos canteiros, colhemos e desbastamos cenouras e beterrabas. O tomate tá quase no ponto...

Contatos:
GAE - Grupo de Agricultura Ecológica
Endereço: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), BR 465 km 7, Decanato de Extensão, Seropédica-RJ, CEP 23890-000.
Site: http://gaeufrrj.multiply.com
Email: gaeufrrj@yahoo.com.br


Galera peneirando composto

Meninas desbastando cenoura e beterraba

Peneira!
Espaldar para maracujá, bertalha, feijões e cará-moela

Tumati!

Feijão cavalo colhido na horta. Grande né?

Mutirão Ecológico do Verdejar (setembro 2007)

Essa atividade propôs uma vivência aos participantes com as praticas do Verdejar, trabalhando a agricultura urbana e orgânica, o reaproveitamento de materiais, sistemas de reflorestamento agroecologico e interação com a comunidade local.

*Sábado 01/09/2007*
8:00hs irrigação da horta e do horto;
9:00hs arrumar estrutura para o domingo: concertar o fogão, limpeza do espaço, preparação das ferramentas;

*Domingo 02/09/2007*
8:00hs concentração em frente ao condomínio residencial dos músicos, caminhada ecológica com moradores do condomínio Mazeti;
10:00hs atividade de concentração dos participantes e apresentação das atividades do dia;
13:00hs Almoço coletivo;
16:00hs Encerramento Cultural;

Realização de 3 oficinas interativas:
- Oficina de criação de viveiro de mudas: preparação de composto para produção de mudas, dicas de cultivo das espécies mulungu e palmeiras imperiais com trabalhos práticos de troca de mudas para vasos maiores.

- Oficina de plantio em horta orgânica: preparação de compostagem, preparação de sementeiras, preparação de canteiros, trabalhos práticos de preparação de canteiros, troca de mudas de escarola e rucula da sementeira para canteiros.

- Oficina reflexão sobre o destino do lixo: mobilização da comunidade local, destinos para o lixo, trabalhos práticos de organização de espaço destinado ao escoamento de entulho da Comunidade Sergio Silva.

Contatos:
3903-1707 Zolmir
9742-0450 Diogo
9881-0450 Luiz

e-mail: verdeja@gmail.com

Como chegar: Metro linha 2 estação Engenho da Rainha perguntar o lado da saída para o Condomínio dos Músicos; Ônibus via Av. Adhemar Bebbiano (Estrada Velha da Pavuna) linhas: Centro da cidade 292, 311, 310, 296 Seans Pena 629, Pavuna 687, 896; Via Av. Pastor Martin Luther King (Av. Automóvel Clube) linhas: 908, 711, 680, 688 saltar na estação do metro Engenho da Rainha.

Logo do Verdejar

Placa do Verdejar

Novo canteiro da horta

Zulmir nos mostrando a recuperação de áreas através do plantio de leguminosas e estímulo às espontâneas

Área em processo de recuperação

Feijão guando bombando

Feijão conquistando o muro

Preparação do almoço coletivo

II Mutirão de Horta Comunitária na APAC

HORTA CULTIVAR E CATIVAR
Continuando nossas atividades, convidamos todos os moradores para participarem do II Mutirão da Horta Comunitária, realizado no dia 17 de março de 2007 a partir das 8:00hs.

Atividades realizadas na horta:
- Retirada e peneiragem do composto que estava pronto;
- Limpeza geral do terreno e preparo para plantio;
- Plantio de sementes de plantas chamadas leguminosas para adubação verde;
- Preparação de sementeiras para produção de mudas para a horta;
- Utilização do composto nos canteirosde alvenaria.

Atividades culturais: contador de histórias, coral, música instrumental, violão e voz MPB, brincadeiras, oficinas.

Organização: APAC, GAE, SOLTEC, Abrigo Criança Feliz

Contatos:
APAC - Associação de Produtores Autônomos do Campo e da Cidade
Endereço: Rua Cacilda 1535, Coelho da Rocha, São João de Meriti - RJ, CEP 25550-150.
Tel: 2751-5438
Email: wapaccampo@terra.com.br

GAE - Grupo de Agricultura Ecológica
Endereço: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), BR 465 km 7, Decanato de Extensão, Seropédica-RJ, CEP 23890-000.
Site: http://gaeufrrj.multiply.com
Email: gaeufrrj@yahoo.com.br

SOLTEC - Núcleo de Solidariedade Técnica
Endereço: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Bloco F, sala 122/124, Centro de Tecnologia, Cidade Universitária, Rio de Janeiro-RJ, CEP 21949-900.
Tel: (21)2562-7780
Site: http://www.soltec.poli.ufrj.br
Email: soltec@poli.ufrj.br

Abrigo Criança Feliz
Endereço: Avenida Carolina Pereira Cossik, Q.N-Lote 4, Coelho da Rocha, São João de Meriti, CEP 25555-070.
Tel: (21) 2751-0425 / 8268-2991 (Luciana)
Site: http://projetocriancafeliz.org.br/
Email: abrigo@projetocriancafeliz.org.br

Área do terreno da horta

Roda de apresentação dos participantes

Entulho resultado da limpeza do terreno

Composto pronto e peneirado!

Sementes de quiabão e dos adubos verdes: feijão bravo do Ceará e feijão de porco

Área pronta para plantio das sementes

Plantio das sementes de adubos verdes

Sementeiras cedidas à APAC

Preparação e plantios das sementeiras

Hummm... almoço delicioso...

Foto da equipe (participantes da atividade)

Mutirão de paisagismo no terreno lá de casa

A gente ia pro Sítio do Céu, mas como choveu resolvemos dar um jeitinho no terreno baldio lá perto de casa...

Assista ao vídeo desta atividade: http://www.youtube.com/watch?v=i8oi0Jvq89U

Área antes do manejo

Muleques plantando a "cerca moral"...

Ainda na cerca moral...

Plantando várias paradas

Cobertura do solo

Compostagem depois da guaribada

Resultado final

(03/01/2007) Esse terreno é onde historicamente faço uma compostagem. há um tempo atrás plantei algumas árvores lá, que já estão bem grandinhas, para dar sombra nos carros, sufocar o mato e produzir frutinhas.

O que já tem: abacate, jamelão, eritrina, palmeirinha, mamoeiro, cana, colônia.

O que foi plantado durante o mutirão: banana, crotalária, copo de leite, espada de são jorge, cara de cavalo, milheto, beijo, feijão cavalo e urucum (era o que tínhamos a disposição).




Mutirão na Serra da Misericórdia - Verdejar

Parte IV do "Feriadão calo-na-mão" (acabou, até que enfim...)

Vista geral da Serra da Misericórdia

Área antes do manejo

O guardião das sementes

Molecada plantando sementes de leguminosas para adubação verde

A molecada gostou do serviço...

Fazendo aceiro morro acima

Ói como ficou bonito...

Luiz Poeta na horta

Equipe do mutirão

(05/11/2006) O "Verdejar Proteção Ambiental e Humanismo" é uma ONG que conta com pessoas maravilhosas empenhadas em proteger a Serra da Misericórdia e as comunidades do entorno.

>>> O que pudemos aprender após esse fim de semana intenso? Que lição tiramos dessa experiência?
resposta: NUNCA tente participar de 4 mutirões em um mesmo fim de semana... Dói até hoje...

Mutirão de Agricultura Urbana na casa do Pedro Augusto

Parte III do "Feriadão calo-na-mão"

Vista geral da situação (em breve aqui será o palco de uma bioconstrução, aguardem...)

Construindo o caminho

Carregando terra

Catando terra

Pausa para um ligeiro descanso

Resultado...

Voltarei na casa do Preto quando puder e poderei lhes mostrar como ficou depois de um tempo, aguardem...

(04/11/2006) Ressucitamos o Mutirão de Agricultura Urbana! Após algum tempo sem atividades (desde 2002, eu acho), nos reunimos para darmos uma guaribada no quintal da casa da mãe do Pedro Augusto. Roçamos o mato, fizemos um caminho, manejamos as touceiras de bananeira, retiramos a terra lá de trás e distribuímos pelo quintal e plantamos muitas plantinhas, inclusive na beira da Via Light, fora do terreno.

O Mutirão de Agricultura Urbana funciona da seguinte forma: é livre, qualquer um pode participar. Após as atividades fazemos uma reunião onde o coletivo decide na casa de quem serão os próximos mutirões. O anfitrião banca o rango, a galera banca o trampo. Todos trazem sementes, mudas, ferramentas e disposição! A idéia é criar vários Mutirões pelo mundo afora!

Mutirão de quebra-chão na casa do Davi

Parte II do "Feriadão calo-na-mão"

Trabalho pesado...

Disposição

Latas e ferramentas

Peneirando o entulho

No fim do dia...

Depois (janeiro 2007)

(03/11/2006) Cortamos e furamos as latas (que arrumei no lixo do Rio Shopping), terminamos de quebrar o chão de cimento, peneiramos o entulho, furamos a parede para passar os fios pras plantas treparem e plantamos menta, bertalha, inhame e maracujá. Viva a agricultura urbana!

Mutirão de paisagismo na casa do João Resende

Parte I do "Feriadão calo-na-mão"

Antes

Durante 1

Durante 2

Depois 1 (janeiro 2007)

Depois 2 (janeiro 2007)

(02/11/2006) Terminamos de acertar a espiral de bambu, colocamos a grama (que sobrou lá de casa) e começamos a fazer o piso de bambu na entrada. Depois de vários cafezinhos, não deu tempo de terminar... O João, a Elisa e o Cairé terminaram o trabalho na semana seguinte.

Visita dos participantes do I Curso de Formação do Banco de Sementes Comunitário à Rural

Participantes observando a casa de vegetação onde é plantado tomate

Participantes reunidos para apresentação na PESAGRO

Participantes na Horta Agroecológica do GAE

Observando e trocando experiências

Roçando o mato no canteiro da menta

Molecada esperta...

Os agricultores visitaram as experiências da PESAGRO e logo após deram uma passadinha na horta agroecológica do GAE, na UFRuralRJ.
Muitas trocas de experiências, espaço importantíssimo para a co-educação e formação de tod@s!

“Guardando Sementes, Semeando o Futuro”

I Curso de Formação do Banco de Sementes Comunitário

Temática do Curso
- Curso de formação do Banco de Sementes Comunitário, conhecendo as sementes, troca de experiências, intercâmbios, formas de organização.

Objetivos
- Fomentar o interesse pelo estudo das sementes;
- Conhecer e estudar as sementes;
- Conscientizar da importância da Biodiversidade e da preservação das espécies do nosso ambiente;
- Formar gestores para compor o grupo do Banco de Sementes Comunitário.

CONTATOS:
GAE - Grupo de Agricultura Ecológica
email: gaeufrrj@yahoo.com.br
Endereço: Rodovia BR-465 km7, Decanato de Extensão da UFRRJ, CEP 23890-000, Seropédica-RJ, A/C Grupo de Agricultura Ecológica

PESAGRO-RJ - Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro
email: pesagro@pesagro.rj.gov.br
Endereço: Rodovia BR-465 km7, CEP 23890-000, Seropédica-RJ
Tel: 26821196

The Meatrix



Meatrix é um produto do primeiro concurso Fundo de Apoio ao Ativismo promovido pela Free-Range Graphics, uma empresa precursora em design. Em fevereiro de 2003, a Free Range convidou Organizações Não-Governamentais de todo os Estados Unidos a submeterem propostas para concorrer à produção gratuita de um filme flash. Depois de revisar cuidadosamente mais de 50 inscrições, a Ong premiada foi o Centro de Ações e Recursos Globais para o Meio Ambiente (GRACE) com o seu programa Sustainable Table (Mesa Sustentável).

Sustainable Table tem como objetivo alertar os consumidores sobre os problemas das fazendas industriais e também mostrar a importância da escolha diária de comidas sustentáveis, ou seja, mais naturais sem agrotóxicos e produzidas de forma mais saudável. O filme Meatrix foi originalmente produzido como uma forma de promover o Eat Well Guide (Guia Comer Bem), um diretório online oferecido pelo Sustainable Table. Nele, o consumidor encontra uma opção de locais onde encontrar alimentos benéficos que incluem desde carne, frango a laticínios e ovos, produzidos até mesmo por pequenas fazendas familiares, tanto nos Estados Unidos como no Canadá.

Dias após o lançamento do Meatrix, o seu sucesso logo se tornou evidente como uma excelente ferramenta no processo de conscientização sobre o problema mundial da agricultura industrial. O filme também quebrou recordes de público considerando o fato de ser um produto de cunho ativista. Somente nos primeiros meses da sua estréia milhões de pessoas assistiram à fita.

ASSITA AOS VÍDEOS:
http://www.themeatrix.com/intl/brazil/subtitled/ - LEGENDADO

http://www.themeatrix.com/intl/brazil/dub/ - DUBLADO

http://www.themeatrix2.com/portuguese/subtitled/
- MEATRIX 2 LEGENDADO

O que é compostagem?


O QUE É COMPOSTAGEM?
A compostagem é o processo de transformação de materiais grosseiros, como palhada e estrume, em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura. Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de microorganismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono.

Por essa razão uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. É um modo de fornecer as condições adequadas aos microorganismos para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas.

Dito de maneira científica, o composto é o resultado da degradação biológica da matéria orgânica, em presença de oxigênio do ar, sob condições controladas pelo homem. Os produtos do processo de decomposição são: gás carbônico, calor, água e a matéria orgânica "compostada".

O composto possui nutrientes minerais tais como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre que são assimilados em maior quantidade pelas raízes além de ferro, zinco, cobre, manganês, boro e outros que são absorvidos em quantidades menores e, por isto, denominados de micronutrientes. Quanto mais diversificados os materiais com os quais o composto é feito, maior será a variedade de nutrientes que poderá suprir. Os nutrientes do composto, ao contrário do que ocorre com os adubos sintéticos, são liberados lentamente, realizando a tão desejada "adubação de disponibilidade controlada". Em outras, palavras, fornecer composto às plantas é permitir que elas retirem os nutrientes de que precisam de acordo com as suas necessidades ao longo de um tempo maior do que teriam para aproveitar um adubo sintético e altamente solúvel, que é arrastado pelas águas das chuvas.

Outra importante contribuição do composto é que ele melhora a "saúde" do solo. A matéria orgânica compostada se liga às partículas (areia, limo e argila), formando pequenos grânulos que ajudam na retenção e drenagem da água e melhoram a aeração. Além disso, a presença de matéria orgânica no solo aumenta o número de minhocas, insetos e microorganismos desejáveis, o que reduz a incidência de doenças de plantas.

Na agricultura agroecológica a compostagem tem como objetivo transformar a matéria vegetal muito fibrosa como palhada de cereais, capim já "passado", sabugo de milho, cascas de café e arroz, em dois tipos de composto : um para ser incorporado nos primeiros centímetros de solo e outro para ser lançado sobre o solo, como uma cobertura. Esta cobertura se chama "mulche" e influencia positivamente as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, proporcionando os seguintes benefícios:

- Estímulo ao desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo.
- Aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão.
- Mantém estáveis a temperatura e os níveis de acidez do solo (pH).
- Dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas).
- Ativa a vida do solo, favorecendo a reprodução de microorganismos benéficos às culturas agrícolas.

Preparar o composto de forma correta significa proporcionar aos organismos responsáveis pela degradação, condições favoráveis de desenvolvimento e reprodução, ou seja, a pilha de composto deve possuir resíduos orgânicos, umidade e oxigênio em condições adequadas.

As empresas precisam de agrotóxicos para aumentar o lucro



As empresas precisam de agrotóxicos para aumentar o lucro
Frances Moores Lapp e Joe Collins

Será que milhões de pessoas passariam fome se — para proteger o meio ambiente — deixássemos de usar agrotóxicos na produção de alimentos?

Grande quantidade de agrotóxicos é utilizada nos Estados Unidos: mais de 30% do consumo mundial. Quase metade dos agrotóxicos é usada em campos de golfe, parques e gramados. Somente 5% das lavouras e pastagens são tratadas com inseticidas; 15% com herbicidas e 0,5% com fungicidas. Dos inseticidas, mais da metade é utilizada em culturas não alimentícias, como o algodão.

Será que os agrotóxicos ajudam a alimentar aqueles que passam fome nos países de Terceiro Mundo? De acordo com a FAO (Órgão que controla os alimentos e os medicamentos nos EUA), mais de 400.000 toneladas de agrotóxicos são usadas anualmente nos países subdesenvolvidos. Porém, a maior parte, é utilizada em culturas não alimentícias e em plantações de frutas e verduras cultivadas para exportação.

Mas o que dizer dos venenos que são de fato utilizados nas lavouras de alimentos? Os produtos químicos têm trazido bons resultados? São eficazes? São realmente necessários? A EPA (órgão de proteção ao meio ambiente nos EUA) calcula que há 30 anos os agricultores usavam 25 mil toneladas de agrotóxicos, e perdiam 7% da lavoura antes da colheita. Hoje, os agricultores usam 12 vezes mais agrotóxicos e perdem o dobro que perdiam anteriormente. Entretanto, o Ministério da Agricultura dos Estados Unidos calcula que as perdas por causa das pragas (insetos, agentes patogênicos, ervas daninhas, roedores e pássaros) iriam aumentar em somente 7%, mesmo que todos os agrotóxicos sejam abolidos. Como se explica isso?

O campo não é apenas um local de batalha entre praga e planta. Observando com atenção, percebemos que existe uma complexa interação entre centenas de espécies diferentes de insetos e outros organismos que desempenham diversas funções ecológicas. Matar insetos nem sempre é bom. Alguns comem somente uma parte da planta, outros são parasitas ou predadores carnívoros que comem outros insetos. As espécies nocivas realmente destroem a lavoura, mas estudos mostram que a grande maioria das espécies não causa danos suficientes para justificar o alto consumo de agrotóxicos. Por meio da ação de parasitas e predadores, essas espécies são mantidas em níveis que não provocam prejuízos econômicos. Porém, quando essas formas de controle natural são destruídas por agrotóxicos (que não distinguem amigos de inimigos) muitos insetos, que geralmente são insignificantes, conseguem multiplicar-se mais depressa do que seus predadores.

Para que o meio ambiente fique protegido e para que o controle de pragas seja realmente eficaz, é importante usar agrotóxicos seletivos (que só atingem determinada praga). Os efeitos de cada novo agrotóxico sobre os demais insetos, sobre as pessoas e os animais selvagens precisam ser estudados em profundidade. O interesse das indústrias químicas leva exatamente à direção oposta. Para expandir as vendas e aumentar os lucros, procuram minimizar os gastos com pesquisa e comercialização, produzindo agrotóxicos que eliminem o maior número de pragas simultaneamente.

A venda de agrotóxicos aumenta mais ainda por meio da promoção de produtos que "eliminam 100%" das pragas. Porém, eliminar 100% das pragas é extremamente caro, desnecessário e, com freqüência, falho. Além disso, é uma prática perigosa que leva à eliminação excessiva.

Para aumentar os lucros, as indústrias promovem a pulverização programada, em vez da pulverização de acordo com as necessidades. A pulverização programada proporciona mais vendas — vendas que podem ser garantidas com antecedência. Para um executivo da Dow Chemical é bem mais fácil calcular quanto deve ser produzido e distribuído aos diversos compradores, se ele multiplicar simplesmente a área dos fregueses por determinada quantidade por hectare. Ele não leva em conta o efeito nocivo de determinada praga num determinado ano.

Alguns agricultores começaram a compreender os graves prejuízos para o ambiente e para a saúde provocados por essas técnicas. Além disso, estão gastando cada vez mais e obtendo resultados cada vez piores. Os produtores de algodão de Graham County, Arizona, trabalhando junto com cientistas da Universidade local, enviaram técnicos para medir a intensidade das pragas, verificando se a pulverização era realmente necessária e quando era necessária. Os gastos com agrotóxicos diminuíram 10 vezes e os danos causados pelas pragas também. Incluindo o pagamento dos técnicos, o custo total ficou em menos de 1/5 da pulverização programada. Então as indústrias químicas pressionaram de tal maneira as altas esferas da administração da Universidade, que o programa foi suspenso. Experiências similares em 42 fazendas de algodão e 39 fazendas de frutas cítricas na Califórnia diminuíram em mais de 60% os gastos com agrotóxicos.

Em certos casos os agrotóxicos são utilizados não para aumentar o rendimento ou melhorar a qualidade, mas somente para melhor a aparência. Vejamos o caso dos inofensivos insetos da ordem dos thysanoptera. Estes insetos são insignificantes, pois não diminuem a produtividade, não prejudicam as árvores, nem diminuem o valor nutricional das frutas cítricas. Seu único "crime" é provocar uma leve marca na casca da fruta. Nos laranjais da Califórnia, toneladas de agrotóxicos são aplicados várias vezes por ano, na guerra contra os pobres insetos. Estes ficam mais resistentes e os produtores vão aplicando agrotóxicos cada vez mais mortíferos, elevando, assim, seus gastos.

Os agricultores pegam doenças crônicas e agudas devido ao contato com os organofosforados utilizados no lugar do DDT para eliminar os insetos. Ninguém sabe quais os efeitos que isso causa nos consumidores.

Na ausência de inimigos naturais, insetos antes inofensivos, como o ácaro vermelho, transformam-se em verdadeiras pragas.

Será que existe alguma alternativa? Existe sim. Agora que compreendemos que alterar o complexo sistema ecológico pode ser mais perigoso do que controlar as pragas, diversas alternativas vêm sendo examinadas com maior interesse.

Durante várias décadas, as pragas que atacam o milho eram controladas alternando anualmente o milho com outra cultura como a da soja. A lagarta que ataca o milho não come a soja e não consegue sobreviver durante um ano sem o milho.

Entretanto, certos herbicidas atualmente usados na cultura de milho impedem esta rotação de culturas. Permanecem no solo e na estação seguinte, matam todas as plantas com exceção do milho. Por isso, os agricultores que utilizam herbicidas, precisam plantar milho todo ano na mesma terra. Isso aumenta o número de insetos, doenças e ervas daninhas, além de esgotar o solo. E o que é pior — a lagarta do milho desenvolve uma resistência quase total aos principais agrotóxicos.

A introdução controlada de inimigos naturais dos parasitas nas plantações é um método não-químico de grande potencial. Depois de um desastre ecológico causado por agrotóxicos no Vale Canete, no Peru, os agricultores estão tentando restabelecer os controles naturais. Eles importam diversos insetos, inclusive 30 milhões de vespas e 80 litros de joaninhas para controlar lagartas e pulgões.

Nas plantações de algodão do Egito, fazia parte da tradição retirar com as mãos os ovos da lagarta do algodoeiro. Quando os agricultores passaram a confiar (e a gastar) com agrotóxicos, a produção diminuiu acentuadamente. Só mesmo ao voltarem a retirar os ovos com as mãos o rendimento aumentou.

Tragicamente, a tecnologia do controle de pragas é dominada por um pequeno número de grandes indústrias químicas. Estas só conseguem lucros se os agricultores e a população no mundo inteiro acreditarem que a sobrevivência da humanidade depende da aplicação cada vez maior de agrotóxicos.
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Fonte: Institute for Food & Development Policy, San Francisco, EUA.

Experiência Agroecológica de Dois Produtores Familiares em Assentamento Rural da Baixada Fluminense

Experiência apresentada em forma de painel durante o III Congresso Brasileiro de Agroecologia, em Florianópolis-SC.

Seu Sebastião e sua compostagem de restos de mamona

Seu Sebastião molhando a horta

Seu Erenildo colhendo inhame

Seu Sebastião moendo cana pra fazer melado com a garapa

Feira Cultural da Glória, onde os agricultores vendem seus produtos orgânicos

Seu Erenildo nos mostrando os produtos da barraca

Histórico dos agricultores e da luta pela terra
Sebastião Antônio de Oliveira nasceu no município de Alegre, Espírito Santo, no ano de 1952. Veio para o Rio de Janeiro em 1971. Trabalhava como pedreiro, até que em 1993 soube de um assentamento rural que estava se formando no município de Seropédica. Se instalou no local, ficando acampado 1 ano até a liberação do título da terra.

Erenildo Luiz da Silva nasceu em Presidente Kennedy, Espírito Santo, em XXXX, chegando ao Rio de Janeiro em 1979. Trabalhava como pedreiro e fazendo bicos, até que tomou conhecimento do assentamento a partir de seu cunhado e de seu irmão, que já estavam lá. Então em 1994 ele se instala com sua esposa e consegue um lote.


A luta pela terra não foi fácil. Organizados com a Pastoral da Terra e o MST, sofreram muita pressão por parte dos grileiros daquelas terras, que os atacavam ateando fogo a suas barracas e nos pastos, além de ameaçá-los com armas de fogo. Vários acampados foram feridos a bala e tiveram de ser hospitalizados. Felizmente ninguém morreu.

Finalmente sai a posse da terra, em 1994, pelo INCRA, porém tendo que ser paga em parcelas durante 17 anos. A infraestrutura necessária que deveria vir junto com a terra não veio. Luz, água, saneamento, escola, posto médico, canais de comercialização, nada foi feito, até hoje. Conseguiram apenas o acesso a luz elétrica, porém pagando dos seus próprios bolsos. O posto médico construído no local e o poço instalado na associação de moradores nunca funcionaram.

Caracterização do ambiente

O Mutirão Eldorado, como é chamado o assentamento, está localizado no Município de Seropédica, na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. As atividades agrícolas da região sempre foram marcadas pela utilização de práticas incompatíveis com a preservação dos recursos naturais, como fogo, monocultura, erosão e um intenso desmatamento. Após o esgotamento da fertilidade do solo a níveis que impossibilitavam o cultivo agrícola, iniciou-se a pecuária extensiva. No início do assentamento a área era quase toda formada por pastagens degradadas e abandonadas. Hoje, a realidade já é um pouco diferente, pois próximo as casas dos agricultores já se notam algumas árvores. Porém, a quase totalidade dos morros ainda estão desmatados, e práticas antigas como as queimadas e utilização de agrotóxicos ainda são muito freqüentes.


A transição do modo de produção
Seu Erenildo e seu Sebastião mantém uma sociedade há nove anos, trabalhando em conjunto, um ajudando o outro. O lote de um é do outro, pois trabalham, plantam, colhem e comercializam coletivamente, prezando o apoio mútuo. Neste período nunca brigaram, sempre se acertaram.

Quando chegaram ao assentamento só tinha rabo de burro, a terra era dura e seca, com quase nenhuma árvore plantada. Os primeiros plantios foram feitos de forma convencional, com veneno, pois não tinham conhecimento dos orgânicos. Produziam muito quiabo, mandioca e maxixe. Porém com o passar do tempo e com todas as dificuldades vividas pelos agricultores (falta d´água, ausência de assistência técnica, dificuldades com a comercialização, etc.) a produção foi caindo vertiginosamente. Seu Sebastião, desanimado, chegou a ficar alguns anos sem plantar, só plantando árvores em seu lote.

Foi através da atuação do Grupo de Agricultura Ecológica (GAE) e de alguns professores da UFRRJ que os agricultores do Eldorado tiveram um maior contato com a Agroecologia. Através da troca de experiências entre os produtores e estudantes, eles resolveram mudar a forma de cultivar a terra. Essa difícil decisão também foi influenciada pelo fato de os agricultores conhecerem os perigos dos agrotóxicos e os males que causavam. Vários vizinhos já tinham se intoxicado e ido ao hospital por usar os produtos sem proteção. Seu Sebastião vivia doente, de hospital em hospital, vivia internado. Após começar a produzir organicamente, sua saúde frutificou. Passou a se alimentar dos produtos saudáveis que plantava e a tomar todo dia de manhã seu “suco verde”, composto de folhas de todas as espécies de seu terreno batidas no liquidificador. Nunca mais sofreu aqueles males.

Atualmente
Seu modo de produção é totalmente natural, não usam nenhum produto feito em laboratório. O controle do dano é feito com a rota da plantação, se um inseto está atacando a planta, a mudam de lugar no próximo plantio.

As hortaliças são cultivadas no lote de Seu Sebastião, onde existem 3 açudes e 5 nascentes de água. No lote de seu Erenildo está a agrofloresta. A implantação foi difícil, ele não conhecia o sistema e não conseguia imaginar como era possível plantar limão e laranja consorciado com árvores de grande porte. Mas gostou da idéia, e decidiu experimentar. As árvores foram todas plantadas por estacas e sementes, com a ajuda do pessoal do GAE. No início, ficou 3 anos sem colher, só roçando e plantando no roçado. Plantaram abacaxi, mamão e banana entre as árvores, e começaram a colher limão, laranja, feijão, abóbora e aipim. Encontramos na agrofloresta 51 espécies madeireiras, 52 frutíferas e mais de 40 cultivos.

Vendem seus produtos principalmente na feira cultural da Glória, onde são oferecidos aos consumidores apenas produtos orgânicos. São certificados pelo selo ABIO (associação de produtores biológicos).

Incentivam os vizinhos a plantarem orgânicos, mostrando o modo como produzem e os resultados das queimadas e do veneno no solo. Já conseguiram convencer alguns, que hoje em dia fornecem produtos para a feira.

Não voltam pro convencional jamais, pois além de serem altos contaminantes, o produto não tem valor. Se o preço cai na hora da venda, perde-se tudo o que investiu com trator, arado, adubo e defensivo, o que é comum acontecer.

Mutirão de horta

Moleque sinistro no mutirão de horta da Ocupação Vila da Conquista em jacarepaguá, em fevereiro de 2005.

Saca só a disposição!

Horta escadinha


Essa horta ficava lá em casa (jacarepaguá) no segundo andar, no vão de respiração dos banheiros.

Hoje em dia ela não existe mais, pois deu um probleminha de infiltração (porque o acabamento do chão estava mal feito, com buracos, então vazou...).

Colhi muita beterraba, rabanete, couve, rúcula, pimentão, cenoura, acelga, salsa... Tudo sem veneno.

Atentem para o moderníssimo sistema de irrigação, liguei uma borracha em um microaspersor, sustentados por um pedaço de bambu e amarrado com um barbante. Era só abrir a torneira no primeiro andar que molhava a horta lá em cima sem muito trabalho...

 

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